Haddad diz que mudança no IOF foi discutida ‘na mesa de Lula’
Leia a matéria do Canal do Meio:
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reagiu às críticas de colegas de governo de que não teria consultado a área de comunicação do governo antes de anunciar na quinta-feira mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) junto com o congelamento de despesas. A medida tributária provocou uma forte reação do mercado, que viu nela uma tentativa de controle do fluxo de capitais, criando desgaste para o governo e fazendo com que a Fazenda recuasse, mantendo a isenção para investimentos no exterior. “A comunicação nunca participou dos relatórios bimestrais (de avaliação de receitas e despesas, como o da última quinta). Isso foi debatido na mesa do presidente, que convoca os ministros que ele considera pertinentes para o caso. Essa é a atribuição do presidente da República”, afirmou, dizendo ainda que o recuo foi uma decisão técnica que não chegou a ser discutida com Lula. Segundo Haddad, a manutenção do arcabouço fiscal “depende muito mais do Congresso” (Globo)
A pressa do governo em anunciar o recuo no aumento do IOF sobre investimentos no exterior se deveu ao temor de um “efeito Nikolas”, uma referência ao deputado bolsonarista Nikolas Ferreira (PL-MG), que, a cada episódio de desgaste do Executivo, divulga vídeos de amplo alcance com críticas pesadas às medidas. A preocupação era evitar que o temor do controle de capitais se espalhasse, ensejando até mesmo um novo vídeo viral do parlamentar. (Folha)
Mas a oposição não quer deixar a poeira assentar. O senador Rogério Marinho (PL-RN) e o deputado Zucco (PL-RS) protocolaram projetos de decretos legislativos para sustar todas as mudanças no IOF anunciadas por Haddad e pela ministra do Planejamento, Simone Tebet, na quinta-feira. Um terceiro projeto foi apresentado pela bancada no Novo, alegando que “o brasileiro não suporta mais aumentos de impostos”. (Poder360)
Ricardo Kotscho: “‘Só perco essa eleição para mim mesmo’, desabafou o presidente Lula para aliados nessa semana. Na pilha de crises e problemas que encontrou sobre a sua mesa no Planalto, a bateção de cabeça entre ministros, o fogo amigo e os tiros no pé do governo, dando munição aos adversários, deixaram Lula sem saber por onde começar para desatar os nós e botar ordem na casa”.
Com informações do Canal do Meio