Ruptura entre EUA e China encerra 'décadas douradas' e dá início a nova Guerra Fria
OPINIÃO | Oliver Stuenkel: 'Por décadas, milhões de pais chineses sonharam em ver seus filhos estudando nos Estados Unidos um passaporte para o sucesso profissional, a mobilidade social e uma vida globalizada. Em 2019, antes da pandemia de Covid, mais de 370 mil chineses estavam matriculados em universidades americanas, formando a maior comunidade internacional no ensino superior dos EUA, até serem superados por estudantes indianos em 2023. Isso inclui numerosos filhos da elite política e econômica chinesa, como, por exemplo, Xi Mingze, a filha do presidente Xi Jinping, que se formou na Universidade Harvard. Foi um fenômeno sem precedentes: duas potências rivais construindo pontes nos campos da educação, da ciência e da inovação, facilitando o diálogo entre os dois países. Apesar de estarem em número menor, os estudantes americanos na China também ajudaram a ampliar a compreensão mútua.'
Com informações do Estadão