Presidente do TCU critica "parlamentarismo', renúncias fiscais e prega reforma administrativa
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O presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Vital do Rêgo Filho, alertou, na tarde desta sexta-feira (6), sobre os custos elevados da máquina pública brasileira. Durante agenda em Campina Grande, promovida pela Federação das Índústrias da Paraíba (FiePB), o ministro criticou o que chamou de "crescimento do Congresso", o excesso de renúncias fiscais concedidas a setores da economia e defendeu a realização urgente de uma reforma administrativa no Brasil.
"Não precisa de reforma tributária não, precisa de reforma administrativa. A tributária já teve, tá certo, e precisa cumprir a reforma tributária que teve.
Nós estamos esperando, o TCU tá regulamentando a reforma que houve, as alíquotas de diversos impostos e tributos e taxas, mas nós precisamos caminhar para uma reforma administrativa. Nós precisamos diminuir e dar leveza. O estado tem que concentrar seus esforços naquilo que a população deseja. Saúde, educação, bem-estar, essas são questões do estado", enfatizou.
Na avaliação do ministro, o Brasil deixa de arrecadar cerca de R$ 600 bilhões por ano em renúncias fiscais que beneficiam 17 setores econômicos. Para Vital, esses incentivos não geram retorno social ou econômico significativo.