Paraíba Enquete Em artigo, professora confronta relação entre amor romântico e consumo no dia dos namorados

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A socióloga e professora da UEPB, Denise Ferreira, publicou um artigo refletindo sobre o Dia dos Namorados e o quanto essa data se tornou uma vitrine social, mais ligada ao consumo do que ao afeto. Ela resgata a origem da celebração, que, no Brasil, foi criada em 1949 pelo publicitário João Doria para aquecer o comércio em junho. A escolha do dia 12 antecede a data de Santo Antônio, o "santo casamenteiro", reforçando um apelo cultural e religioso.

Atualmente, o Dia dos Namorados movimenta bilhões no comércio, mas Denise questiona: estamos celebrando o amor ou apenas repetindo um padrão de consumo? Apoiada em teóricos como Zygmunt Bauman e Eva Illouz, ela destaca como o amor se tornou frágil e performático na sociedade atual - algo que precisa ser exibido nas redes para validar sua existência.

Uma cena cotidiana observada pela professora - um casal trocando carinhos sendo alvo de comentários cínicos - evidencia o descrédito contemporâneo no amor genuíno. A reflexão de Denise conclui que o Dia dos Namorados oscila entre o amor verdadeiro e a lógica do mercado. E talvez, gestos simples, longe dos holofotes, ainda sejam os que mais revelam o essencial: o amor que resiste ao tempo e ao consumo.

Com informações do Zona Leste CG

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