JUSTIÇA CONDENA EX-SECRETÁRIO DA PREFEITURA DE CAMPINA GRANDE, NAS GESTÕES DE ROMERO E BRUNO CUNHA LIMA, E EMPRESÁRIO POR SUPERFATURAMENTO NA PANDEMIA

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Leia matéria do Portal Resumo PB:


Uma decisão da 4ª Vara da Justiça Federal condenou o ex-secretário de Saúde de Campina Grande, Filipe Reul, e o empresário Aerlison Cabral de Lima, por irregularidades em um contrato firmado entre a prefeitura campinense e a empresa Hig-Tec - para o fornecimento de alimentos e produtos de limpeza durante a pandemia da Covid-19. Os dois tinham sido denunciados pelo MPF no início deste ano.


Na sentença, o juiz Vinicius Costa Vidor estabeleceu uma pena de 3 anos e 9 meses para cada um (em regime aberto), assim como o dever de reparar o dano no montante de R$ 2,6 milhões. Os dois já recorreram da decisão.


A defesa do ex-secretário sustenta que não há provas para justificar a condenação e informou que está confiante em uma revisão da decisão junto ao TRF5. O Blog Pleno Poder não conseguiu contato com os advogados Aerlison Cabral de Lima.


Mas ao analisar o caso, o magistrado considerou que

"verifica-se, igualmente, que os preços ofertados pelo réu AERLISON CABRAL DE LIMA quando do pregão eram inferiores àqueles que o mesmo havia indicado em cotação de preço anterior, de modo a deixar claro que o pedido de alteração do contrato, menos de dois meses após a contratação, foi intencional".


Ainda conforme a sentença, "o réu se valeu de preços artificialmente baixos na fase de licitação, seguidos de aumento posterior via aditivo contratual, de modo a burlar a concorrência adequada na fase inicial do processo licitatório".


"Os elementos constantes nos autos demonstram que os reajustes não decorreram de fatores externos incontroláveis, mas de ação deliberada com o objetivo de majorar indevidamente o valor contratual após a eliminação dos concorrentes", complementa a decisão judicial.


O caso investigado pelo MPF.


Conforme a denúncia do MPF, os contratos teriam recebido aditivos com pedidos de realinhamento de preços pouco tempo após serem assinados - o que teria provocado o superfaturamento das compras.

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