Advogada denuncia agressão por segurança dentro de banheiro no Camarote do Parque do Povo, em Campina Grande
A advogada campinense Luana Gabriely de Souza Roza registrou um boletim de ocorrência denunciando ter sido agredida por uma segurança feminina durante as festividades juninas no Parque do Povo, na madrugada deste sábado (14). O episódio teria ocorrido dentro de um banheiro do Camarote, área privada da festa. A denúncia foi posteriormente confirmada por exame médico legal, que identificou escoriações e ferimentos físicos na vítima.
De acordo com o boletim de ocorrência, o episódio aconteceu por volta de 1h45. A advogada relatou que estava se vestindo no local quando foi abordada por uma segurança, descrita como loira, que exigiu que ela saísse do banheiro. Diante da recusa, ela afirma ter sido retirada à força, sendo agredida com murros e pontapés.
A vítima afirmou não saber o motivo da abordagem violenta, mas acredita que a ação foi registrada por câmeras de segurança. Ela também informou que recebeu apoio do gerente da empresa responsável pela segurança, Alan Diniz, que prestou assistência após o ocorrido.
Laudo médico confirma ferimentos
O Laudo Traumatológico nº 03.03.05.062025.022255, emitido às 4h10 do mesmo dia, confirma as lesões. O exame pericial, realizado no Núcleo de Medicina e Odontologia Legal de Campina Grande, identificou: escoriação milimétrica no dorso nasal, escoriação puntiforme no lábio inferior esquerdo, escoriações irregulares na perna direita e escoriação em placa no joelho esquerdo.
O caso foi registrado na Polícia Civil como lesão corporal dolosa, conforme o Artigo 129 do Código Penal. A investigação deve contar com análise de imagens das câmeras de segurança e depoimentos adicionais para esclarecer os fatos.
Notificação extrajudicial e silêncio das empresas notificadas
No dia seguinte ao ocorrido, a advogada, representada por seus advogados, expediu uma notificação extrajudicial solicitando às empresas responsáveis pela organização do evento (Arte Produções de Eventos Artísticos e Locações LTDA) e pela segurança (Asterix Segurança Privada LTDA) o fornecimento das imagens das câmeras de segurança no prazo de até 48 horas.
No documento, os representantes legais requerem que os dados e registros do local sejam preservados em backup, sob pena de sanções civis e penais. No entanto, segundo a vítima, o prazo venceu e nenhuma das empresas forneceu as imagens solicitadas até o momento, o que pode configurar omissão ou até tentativa de obstrução à apuração dos fatos.