Lula está numa encruzilhada. Vai precisar escolher entre o confronto político e judicial com a Câmara e o Senado ou o recomeço de uma negociação em bases diferentes
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Derrotas deixam um gosto amargo, difícil de aceitar, lamentava um líder petista no final da noite desta quarta-feira (25/6). Acabara de assistir à ação coordenada dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, que deixou Lula sitiado, reduzido ao apoio de apenas dois em cada dez parlamentares no Congresso.
Anulou-se o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras numa jornada de raridades, como a votação organizada nas duas Casas e no mesmo dia. Há mais de três décadas não se via nada parecido no Congresso. Desta vez, subtraíram do governo 12 bilhões em receita esperada para fechar as contas deste ano.
Não restam muitas alternativas a Lula. Uma delas é começar de novo, negociando em novas bases o fechamento das contas deste e do próximo ano eleitoral. A chance de isso acontecer, no entanto, é remota.
Com informações da Veja