Em meio a dificuldades, Haddad enfrenta pressão para ser candidato em 2026
Leia matéria do Portal Veja:
Na eleição de 2022, Fernando Haddad foi o político que chegou mais longe na tentativa de colocar pela primeira vez o PT no governo de São Paulo.
Acabou derrotado por Tarcísio de Freitas no segundo turno, mas colheu 45% dos votos válidos e, com 11 milhões de eleitores, ajudou Luiz Inácio Lula da Silva a vencer uma eleição apertadíssima contra Jair
Bolsonaro. As vésperas de uma nova disputa, o nome do hoje ministro da Fazenda voltou a ser cogitado nos corredores do petismo como alternativa para evitar um vexame no estado.
Apesar de afirmar publicamente que não pretende disputar nenhum cargo no ano que vem, o último petista a vencer uma eleição relevante em São Paulo (de prefeito da capital em 2012) será pressionado a ir para o sacrifício e fortalecer o palanque de uma esquerda fragilizada no maior colégio eleitoral do país.
O interesse do PT em colocar o nome de Haddad na urna tem uma justificativa: sem ele, o partido e Lula correm riscos. Pesquisas mostram que o ministro é o único que conseguiria ser minimamente competitivo, mesmo em uma eventual revanche contra Tarcisio, que é franco favorito, mas pode optar por concorrer ao Palácio do Planalto. Outros petistas, como os ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Luiz Marinho (Trabalho), não chegam a 10%. Outra questão é que o PT busca a cabeça de chapa para evitar problemas com seus aliados de esquerda, como ocorreu na eleição paulistana de 2024, quando abriu mão de ter candidato pela primeira vez para apoiar Guilherme Boulos (PSOL)
a avaliação é que a sigla ficou escanteada na campanha. A pressão por candidatura própria deve crescer após a eleição no PT em julho, que vai definir o comando nacional e os estaduais da legenda no país.