Motta quer Reforma Administrativa da pauta do Congresso que governo Lula não tem interesse em debater agora
"Assustado com a repercussão dos ataques pessoais nas redes sociais, o presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (RS-PB) anunciou, em Lisboa, a criação de um grupo de trabalho para discutir a reforma administrativa. Segundo ele, o colegiado teria 45 dias para apresentar proposta e contaria com um representante de cada partido. E espera votar o texto em plenário ainda no primeiro semestre, antes do recesso parlamentar de julho.
Seu colega, Pedro Paulo (PSD/RJ) levou um susto. O mesmo Motta, dia 28 de maio, já havia instituído o Grupo de Trabalho destinado a discutir e elaborar proposta de aperfeiçoamento da Administração Pública, inclusive nomeando 15 deputados que atuariam coordenados por Pedro Paulo (PSD/RJ).
Tanto que em 17 de junho, o GT já ouviu entidades representativas dos servidores públicos e no mesmo dia representante do setor produtivo nacional. Como reunião do Grupo de Trabalho não chama atenção de ninguém em Brasília, talvez o (re) anúncio que ele mesmo já tinha criado tenha surpreendido, já que naquele dia o presidente da Câmara é o vilão contra o decreto do IOF governo.
Para que as pessoas não tenham falsas esperanças é importante dizer que o interesse do governo Lula em debater Reforma Administrativa é próximo de zero. No governo Bolsonaro, sob a presidência de Arthur Lira, a proposta não andou. Imagina agora faltando 18 meses para o fim do atual mandato de Lula? Portanto, os 45 dias que Motta prometeu podem virar 450, O que nos levará ao próximo presidente.
Mas a necessidade da Reforma Administrativa a cada dia ganha força pelo simples fato de que, do modo como o Governo Central do Brasil está funcionando, vai colapsar em 2027. Seja com o Arcabouço Fiscal, com a Reforma Tributária ou com a nova crise da Previdência".
Com informações do JC PE