Flávio defende aprovação de anistia a Bolsonaro para reverter tarifaço de Trump
"ANISTIA PARA VOLTAR À NORMALIDADE Em entrevista ao Globo News Mais desta sexta (11), Flavio Bolsonaro reconheceu o viés político da taxação de 50% imposta por Donald Trump ao Brasil e disse que o caminho para voltar à normalidade é anistiar seu pai, Jair Bolsonaro, e condenados na tentativa de golpe de Estado.
"O Brasil não vai ter condições de negociar", afirmou.
@camarottigerson questionou se o senador estaria justificando a interferência de um outro país no Judiciário do Brasil com retaliação.
"Não estou justificando, é a realidade. O Brasil vai sentar como para negociar com alguém que está disposto a qualquer coisa e que não tem preocupação de sanções por parte do Brasil, porque não vai afetar o país dele?".
"Hoje, estamos vivendo o dia do luto. Tomamos um remédio muito forte que era contra a nossa vontade, mas daqui a algum tempo esse efeito vai passar e a gente consegue resolver antes de 1º de agosto, quando entram em vigor as sanções, com essa anistia aprovada rapidamente no Congresso. Eu sei que tem votos para aprovar e não é aprovada por causa de ameaças de ministros do Supremo. A gente não pode fingir que a nossa democracia está normal".
Julia Duailibi perguntou se ele estaria defendendo, portanto, o Brasil sucumbir à ameaça que Trump está fazendo ao país, colocando o interesse de um grupo político em troca do interesse do país.
"Você sabe o que é um contrato de adesão? Quando você vai comprar uma linha de celular, pode discutir alguma cláusula? Não pode. Ou você adere àquele contrato ou não assina e vai falar num orelhão. Mais uma vez não é o que eu torço, o que defendo, é a realidade. A gente tem que entender qual é a correlação de forças. Por causa dessa postura do Lula hoje, de querer peitas os Estados Unidos, falar que vai taxar de volta, parece que ele quer tocar fogo no país de uma vez", respondeu Flávio.
A jornalista complementa, afirmando que a democracia brasileira não é um contrato de adesão.
"Mas o problema não é o que eu acho, o que você acha, o que é justo. É o que é. Se nós não resolvermos o problema internamente, as sanções virão. E quanto mais demorarmos a resolver, mais tempo elas durarão ou serão aumentadas".
Com informações do Globo News