Na prisão, Braga Netto escreve livro de memórias com papel e caneta
A prisão parece ser um lugar inspirador para obras literárias. O líder fascista alemão Adolf Hitler escreveu “Mein Kampf”, em 1926. Já da cabeça de Graciliano Ramos, um dos maiores romancistas brasileiros, saiu “Memórias do Cárcere”, publicado postumamente em 1953.
A primeira obra citada resultou na II Guerra Mundial. Um lixo. A segunda, uma obra prima, sobre a prisão de um homem sem qualquer denúncia formal. Agora, teremos a obra da vida do general Braga Netto, preso por suspeita de envolvimento em suposta trama golpista para assassinar o presidente Lula (PT), o vice, Geraldo Alckimin (PSB), e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo.
De acordo com nota publicada neste domingo (20) pelo jornalista Lauro Jardim, de O Globo, o general está escrevendo o livro com papel e caneta, já que é proibido de usar computador na prisão, na Vila Militar, no Rio de Janeiro. Ele pretende publicar a obra no fim do ano, provavelmente após sentença do Supremo Tribunal Federal (STF).
Vai revisitar do período de Colégio Militar em Belo Horizonte aos dias em que foi ministro de Jair Bolsonaro, terminando com um relato dos tempos no cárcere.
Com informações do Blog do Suetoni