Retórica eleitoreira de Lula estreita ainda mais a chance de negociação com Trump
“Para os empresários que estão tentando proteger seus negócios, a solução para a crise do tarifaço necessariamente precisa trilhar o caminho da negociação. Era esperado, portanto, que o governo brasileiro utilizasse todos os recursos disponíveis pelas vias diplomáticas para tentar convencer os Estados Unidos a recuar ou no mínimo a rever os termos da decisão. Os movimentos até agora, porém, foram em direção oposta. Sem demonstrar qualquer intenção de retroceder e para justificar as medidas protecionistas, os americanos ampliaram ainda mais a lista de seus interesses comerciais que estariam sendo prejudicados. Do outro lado, ao ser mais uma vez questionado sobre o grave problema, Lula indicou que pode contra-atacar. "A guerra tarifária vai começar na hora em que eu der uma resposta ao Trump, se ele não mudar de opinião", ameaçou o presidente. E emendou:
"Nos, no Brasil, vamos fazer respeitar as leis para as empresas brasileiras e para as americanas. Não tem essa de um (país) poder ser punido e o outro não".
Antes disso, o petista já havia instigado o líder americano, ao dizer que ele não era "imperador do mundo". O impasse, portanto, está criado.”
Com informações do Portal Veja