Após retomada dos trabalhos, Anderson Pila defende CPI para investigar gastos da Saúde em Campina Grande
"O vereador Anderson Pila (PSB), líder da oposição na Câmara Municipal de Campina Grande (CMCG), voltou a colocar em pauta a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os gastos da Saúde no município. A declaração foi dada à imprensa nesta terça-feira (24) e repercutida no programa Correio Debate, da Rádio Correio 98 FM, após a retomada das sessões presenciais da Casa de Félix Araújo.
“É necessário. A transparência dentro do poder público é necessária. Como há suspeita de desvio de finalidade, de benefício em licitações e, em contrapartida, o dinheiro chega dos recursos da saúde e a gente não vê chegando ao ponto final, isso é necessário que seja esclarecido. E a única forma do parlamento fazer isso é com a CPI”, afirmou o vereador.
As sessões da Câmara foram reiniciadas após uma manutenção emergencial no prédio, incluindo reparos elétricos e melhorias estruturais, seguindo orientações técnicas. Com o retorno completo das atividades, a oposição tem espaço para impulsionar iniciativas como a CPI, que busca maior transparência nos gastos públicos.
Pressão de servidores
A atuação de Anderson Pila ocorre em meio a pressões de servidores municipais. Na segunda-feira (23), o Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e da Borborema (Sintab) reuniu professores e servidores de apoio em assembleia, em frente à Secretaria Municipal de Educação, em indicativo de greve. A categoria reivindica a publicação do decreto das progressões do magistério e a atualização do salário mínimo do Apoio, com nova assembleia marcada para 11 de março.
No início do mês, servidores chegaram a ocupar o gabinete do prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil) em protesto contra atrasos no pagamento de salários de comissionados.
A proposta de CPI surge em um momento de tensão política em Campina Grande, com a oposição buscando mecanismos de fiscalização mais efetivos sobre a aplicação de recursos públicos, especialmente na Saúde. O debate ocorre num cenário de pressões sindicais e manifestações de servidores, ampliando a visibilidade do tema. A eventual instalação da comissão dependerá do apoio mínimo necessário entre os vereadores, podendo criar um embate direto entre oposição e base governista na Câmara Municipal."
Com informações do Fonte83