Associações de imprensa manifestam preocupação com decisão de Moraes que determinou busca e apreensão na casa de jornalista no Maranhão

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Associações de imprensa manifestam preocupação com decisão de Moraes que determinou busca e apreensão na casa de jornalista no Maranhão


"JORNALISTA INVESTIGADO | Associações de imprensa manifestaram preocupação com a decisão do ministro Alexandre de Moraes de investigar um jornalista no Maranhão. O jornalista publicou informações sobre um carro que foi usado no estado por Flávio Dino.

O que dizem as associações

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo alertou que a decisão do STF de busca e apreensão contra jornalista no Maranhão coloca a categoria em risco e cria precedente preocupante para exercício do jornalismo no Brasil.

A Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão afirmou que, durante a diligência, foram apreendidos equipamentos utilizados no exercício da atividade jornalística, como computador e celulares, o que causa preocupação institucional.

O jurista Gustavo Binenbojm alertou para os riscos de violação de sigilo da fonte com o mandado de busca e apreensão na casa do blogueiro:

"Isso pode representar não apenas uma ameaça ao direito individual desse jornalista, mas à prerrogativa da imprensa como um todo. Porque o sigilo da fonte, no fundo, é a garantia do direito de informação da própria sociedade. Então, quando um STF se arvora a condição de excepcionar o sigilo da fonte, ele não coloca em risco apenas o direito de um jornalista, ele comete uma violação contra toda a imprensa brasileira."

O que diz o jornalista

Luís Pablo Conceição Almeida afirmou que ainda aguarda acesso integral aos autos para compreender plenamente os fundamentos da decisão.

O que diz Dino

O gabinete de Dino informou que a segurança institucional dele foi alertada, em 2025, de procedimento de monitoramento ilegal dos deslocamentos do ministro em São Luís; que houve publicação de placas de veículos utilizados por Dino, quantidade e nomes de agentes de segurança.

Segundo o gabinete, esse material foi enviado à PF e à PGR; e que, portanto, a questão em investigação deriva da necessidade de apurar os citados monitoramentos"

Com informações do Jornal Nacional

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