Cúpula da Cachaça: PB tem 13 entre 150 finalistas
O estado reafirma sua força no setor de destilados artesanais, garantindo presença massiva na segunda fase de um dos concursos mais rigorosos e respeitados do Brasil.
A cachaça paraibana celebrou uma marca histórica esta semana. Treze rótulos de engenhos localizados em cidades como Areia, Alhandra, Cruz do Espírito Santo e Alagoa Grande foram selecionados pelo voto popular para integrar a prestigiosa lista das “150 Cachaças Mais Queridas do Brasil”. Este marco garante a esses produtos a passagem para a segunda etapa do 7° Ranking da Cúpula da Cachaça, biênio 2024-2026.
Com uma participação recorde de votantes de todo o país, o ranking é considerado o “termômetro” definitivo do mercado. A presença de 13 marcas paraibanas destaca não apenas a fidelidade dos consumidores, mas a excelência técnica que vem sendo aplicada nos alambiques do estado, unindo tradição secular e inovação.
Os Protagonistas do Ranking
Os rótulos classificados representam a diversidade de madeiras e processos que tornam a bebida paraibana única:
• Engenho Nobre (Cruz do Espírito Santo): Arretada Vaquejada, Nobre Cristal e Nobre Ocean.
• Engenho Baraúna (Alhandra): Baraúna Carvalho Premium e Baraúna Reserva Bálsamo.
• Engenho Boa do Brejo (Areia): Boa do Brejo Jequitibá Rosa e Boa do Brejo Reserva Carvalho.
• Engenho Triunfo (Areia): Triunfo Plena e Triunfo Umburana.
• Trivisan (Areia): Trivisan Branca.
• Engenho Volúpia (Alagoa Grande): Volúpia Diamante, Volúpia Premium e Volúpia Tradicional.
Como funciona a competição
O Ranking da Cúpula da Cachaça é dividido em três etapas rigorosas que visam garantir a imparcialidade e a qualidade técnica:
1. Voto Popular (Fase Atual): Milhares de entusiastas elegem online suas cachaças favoritas. Os 150 rótulos mais votados avançam.
2. Seleção dos Especialistas: Um painel formado por 20 especialistas independentes (sommeliers, jornalistas e pesquisadores) avalia a lista das 150. Eles reduzem o grupo para as 50 finalistas.
3. Degustação às Cegas: Na fase final, que ocorrerá no segundo semestre de 2026 na Cachaçaria Macaúva (Analândia/SP), os integrantes da Cúpula provam as cachaças sem identificação de rótulo. Elas são servidas em garrafas padrão e avaliadas por quesitos como aparência, aroma e paladar.
Um legado de ouro
A Paraíba tem um histórico vitorioso no ranking. Na edição anterior (6° Ranking), o estado já havia colocado sete rótulos entre os 50 melhores do país, com destaque para a Nobre Cristal, que alcançou o topo da categoria de cachaças brancas.
Para os produtores locais, figurar nesta lista é mais que um prêmio: é uma vitrine internacional. “Isso confirma o que o paraibano já sabe. Nossa cachaça é um patrimônio cultural e econômico. Estar entre as 150 maiores do Brasil, num universo de milhares de marcas, mostra que o cuidado com a madeira brasileira e os mestres alambiqueiros da Paraíba são referência nacional”, destaca o setor produtivo local.
Agora, a expectativa se volta para a divulgação dos especialistas, que decidirão quais dessas 13 joias paraibanas estarão na grande final de 2026.
Com informações de Fora do Eixo.rec