Pesquisa Genial/Quaest: de Haddad a Tarcísio, veja os pontos fortes e fracos das opções a Lula e Bolsonaro para 2026 - O Globo

Geral


Leia a matéria completa do O Globo:

Restando cerca de dois anos para a eleição presidencial de 2026, pesquisa Genial/Quaest divulgada na quinta-feira registrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com maior potencial de voto do que outras lideranças nacionais, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A pesquisa mostra ainda uma fragmentação da oposição à direita, em meio à incerteza sobre quem será o substituto de Bolsonaro, que está inelegível. Já no campo petista, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), desponta como possível sucessor.

Governadores que buscam herdar o voto bolsonarista, como Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Ronaldo Caiado (União), de Goiás, se colocam na disputa amparados por bons índices de aprovação, mas são desafiados pelo desconhecimento em âmbito nacional e até por comparações desfavoráveis com outros estados.

De acordo com a pesquisa, 52% dos entrevistados conhecem e votariam em Lula, enquanto 45% responderam que não votariam no atual presidente em 2026. O petista é o único dos nomes testados no levantamento que pode ser votado pela maioria dos que o conhecem. Bolsonaro, que tem 37% de possíveis eleitores, é rejeitado por 57%, segundo a pesquisa.

A Quaest também detectou o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como o terceiro nome com maior potencial de voto: 31% dizem conhecê-lo e vê-lo como uma possível escolha nas urnas. Apesar de Ciro Gomes (PDT) ter um potencial semelhante, pesa a favor do ministro a capacidade de herdar votos de Lula: de acordo com a Quaest, 48% dos eleitores do petista em 2022 consideram votar em Haddad, contra 35% no caso de Ciro. Até aqui, Lula já sugeriu em mais de uma ocasião que avalia tentar a reeleição em 2026.

Entre auxiliares do presidente, a avaliação é que uma parte dos eleitores que consideram o governo como regular opta por Lula na hora de definir um presidenciável e que os números fortalecem a intenção de que o atual presidente concorra, apesar de Haddad também liderar nos cenários em que foi testado pela pesquisa.

Na hipótese de Lula concorrer, a pesquisa indica que Tarcísio é visto como um dos principais concorrentes, mas divide preferências com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e com o empresário Pablo Marçal (PRTB), que disputou a prefeitura de São Paulo neste ano.

— Tarcísio costuma ser visto como alternativa mais viável a Bolsonaro, mas seus percentuais estão mais distantes para os do ex-presidente. É possível que ele esteja perdendo dos dois lados, ao tentar se equilibrar entre apoiadores moderados e extremistas. Também falta um nome consensual na direita, o que é agravado pela alta rejeição a Bolsonaro — aponta o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV.

Peso da “vitrine”

Para analistas, a “vitrine” proporcionada a Tarcísio pelo governo de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, também deixa o chefe do Executivo mais sujeito a críticas, como na área de segurança pública.

— Não é simples para um político estadual se transformar em um político nacional. Alguns governadores serão mal avaliados em determinadas áreas, e há pouco tempo para ganhar projeção. Sob esse ponto de vista, Haddad acaba tendo mais vantagens, ao exercer um papel que o coloca mais em contato com o eleitorado nacional — avalia o cientista político José Álvaro Moisés, professor da USP.

Com taxa de aprovação similar em Minas, o governador Romeu Zema (Novo) tem como entrave a adesão mais tímida na parcela bolsonarista do eleitorado. Ao longo deste ano, conforme a Quaest, Zema perdeu aprovação entre eleitores do ex-presidente, e aparece com potencial de voto para apenas 25% deste grupo em 2026, igual à parcela dos que o rejeitam.

Outros dois nomes com aspirações presidenciais, Ronaldo Caiado (União) e Ratinho Jr. (PSD) surfam em níveis elevados de aprovação — oito a cada dez eleitores —, em estados onde Lula é rejeitado pela maioria dos entrevistados. Pesa contra ambos, porém, a dificuldade de angariar apoiadores fora de seus redutos, especialmente em grandes colégios eleitorais, como São Paulo e Minas.

Caiado e Ratinho tampouco lideram o potencial de voto nos eleitores de Bolsonaro, grupo em que Michelle tem 59% de “conhece e votaria”, seguida por Marçal. Ambos, porém, têm patamar alto de rejeição.

Com informações do O Globo

Compartilhar: