Governo Lula descobre que preço alto da comida não é fake news e se perde na busca por solução - Estadão

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Paraíba


Leia a matéria do Estadão:

O governo Lula parece ter descoberto que o preço da comida está pela hora da morte. Donde este barata-voa. Desespero. Alguém da rapaziada palaciana deve ter ido ao mercado e constatado: não é fake news. O alimento está caríssimo, o cidadão pagando mais – de uma semana para outra – pelo mesmo produto.

É a corrosão do salário. O que faz humor e voto. A ficha de súbito caindo; para abalar a arrogância dos esnobes que se jactavam de uma autossuficiência do aumento artificial do PIB, como se isso – o voo de galinha insustentável – bastasse para o sujeito que, com algum a mais no bolso, vê seus dinheiros evaporarem na feira. O que faz humor e voto. (E ainda não estamos falando do represamento, por estourar, do preço dos combustíveis.)

Dois mil e vinte seis já começou, Lula mandou dar um jeito já, e a turma não sabe por onde começar. Um perigo.

Essa rapaziada do governo popular não pisa no mesmo chão que o trabalhador – e então o susto. Alguém foi ao açougue, voltou correndo e bateu ao presidente: “que mané picanha. Não dá nem para comprar alcatra.”

Chama o marqueteiro! Desespero. O tempo é curto, se só se pensa em eleição. Há limites para o que se possa fazer – organicamente – pelo preço dos alimentos; muitos limites, se se precisa comprar mais autonomia para que o voo de galinha engane, por águia, até 26.

Com o perdão de Caminha: em se plantando, nem tudo dá. Isso na hipótese de que algo tenha sido semeado. A turma afirma que sim, que plantou, que vai ainda brotar. Por via das dúvidas: chama o marqueteiro!

Antes do marqueteiro veio o desesperado Rui Costa. Dois mil e vinte seis já começou, Lula mandou dar um jeito – e a turma acha que sabe por onde começar. Um perigo. O presidente mandou não inventar. O ministro da Casa Civil obedece; não inventa. Requenta. O que já não deu certo. O DNA se impõe.

Costa e o seu “conjunto de intervenções” para baixar o preço da comida – que ele pede para ser chamado de “conjunto de medidas”. Agora vai. Lula quer solução fora da caixa, para efeito urgente. A rapaziada não lhe faltará com ideias.

Com informações do Estadão

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