O pior ainda está por vir, prevê um dos maiores bancos do país - Gazeta do Povo

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Leia a matéria do Gazeta do Povo:

Terceiro maior banco do país, o Bradesco costuma ser comedido em suas análises sobre a economia. O tom dos relatórios e declarações à imprensa tende a ser sóbrio, cauteloso. Não é o caso, porém, do boletim em que o banco anunciou a revisão de suas projeções para a inflação e o Produto Interno Bruto (PIB), publicado na quarta-feira (5).

Desta vez, o texto do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depec) não faz rodeios. Já nos primeiros parágrafos, afirma que:

"Sem perspectiva de ajustes adicionais, o país segue desancorado, na essência do que o termo representa."

Isso significa que os preços de ativos - câmbio, ações, juros futuros etc - "respondem substancialmente a cada nova informação do cenário". Sobem e descem ao sabor do vento e das correntes. Uma notícia mais ou menos ruim já é capaz de mandar cotações lá para baixo. E o oposto.

De acordo com o Bradesco, os índices de preços ainda responderão à desvalorização do real nos últimos meses, à inércia (ou seja, o efeito da inflação passada sobre os preços futuros) e "às surpresas com o crescimento".

Por isso, o banco decidiu elevar sua projeção para a inflação de 2025, de 4,9% para 5,7%. Bem acima do IPCA medido no ano passado (4,8%) e do teto da meta perseguida pelo Banco Central (4,5%), e um pouco além da mediana das apostas do mercado (5,5%). Se confirmado, será o pior número desde 2022.

Com informações do Gazeta do Povo

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