Paraíba: oposição espera racha numa base governista prá lá de instável - Suetoni Souto Maior

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Leia a matéria de Suetoni Souto Maior:

A base aliada do governador João Azevêdo (PSB) deu, no fim de semana, sinais dúbios sobre sua estabilidade. Na foto, um ambiente harmônico entre os seus participantes. Nos bastidores, falas mais duras e gestos que beiraram o dedo em riste, com cobranças de lado a lado. E tem motivo: o governador não esconde o desejo de disputar uma vaga no Senado, vaga desejada, também, pela senadora Daniella Ribeiro (PP), mas que tem o prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), despontando como opção.

E o governo? Pior ainda. A vaga é pretendida a ferro e fogo pelo presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos), que prevê a redução das suas chances caso João Azevêdo saia para o Senado e Lucas Ribeiro (PP), atual vice, assuma o governo do Estado. Neste caso, Ribeiro terá todas as condições de disputar a reeleição, o que contraria Galdino. Mas o nome que aparentemente desponta com maior força é o do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), que foi reeleito com uma votação muito expressiva no pleito do ano passado. E ainda tem o secretário Deusdete Queiroga e por aí vai.

As discussões não são simples e, de camarote, estão as lideranças de oposição à espera de um racha. O mais empolgado é o senador Efraim Filho (União Brasil). Ele é um dos cotados para a disputa do governo, talvez com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os deputados bolsonaristas Cabo Gilberto (federal) e Wallber Virgolino (estadual) têm participado ativamente das reuniões do grupo. O nome de Pedro Cunha Lima (PSDB) é naturalmente lembrado, mas ninguém vai estranhar se ele abrir mão em prol de Efraim e disputar vaga na Câmara.

O fato é que ao menor sinal de instabilidade na base governista, os oposicionistas passam a fazer movimentos em busca de eventuais defecções na base aliada do governador. A menina dos olhos de todos é a atração do Republicanos, mas aí teriam que combinar com Hugo Motta, atual presidente da Câmara dos Deputados.

O que se tem para hoje é que a disputa pelos espaços na base governista é mais renhida, enquanto a oposição é um salão grande e com muitos móveis, mas com excesso de sobrenomes idênticos (Pedro Cunha Lima, Bruno Cunha Lima, Cássio Cunha Lima e Romero Rodrigues, que não é Cunha Lima, mas é da família).

Os espaços na majoritária são de governador, vice, duas vagas de senador e quatro suplências. Parece muito, mas não é.

Com informações de Suetoni Souto Maior

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