Bolsonaro acorda hoje mais perto da prisão ou do exílio - Metrópoles
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Aqui, no final do ano passado, quando muita gente ainda duvidava ou torcia contra, escrevi que Bolsonaro seria indiciado pela Polícia Federal, depois denunciado pela Procuradoria-Geral da República, e em seguida julgado e condenado pelo Supremo Tribunal Federal. Só não escrevi que seria preso, embora merecesse.
Escrevo agora: será preso. A não ser que peça asilo em alguma embaixada. Não se recusa asilo a um ex-presidente, nem aos mais sanguinários ditadores. É o que a história mostra. Admirador da ditadura militar de 64, da tortura e dos torturadores, Bolsonaro foi um péssimo governante e um golpista de fancaria.
"Eu jamais serei preso", disse muitas vezes. Mas a prisão está à vista, e a única maneira de evitá-la é fugir para outro país. Antes de ser preso pelo juiz Sérgio Moro, Lula foi aconselhado a se exilar. Recusou-se. O exílio soaria como uma admissão de culpa e ele se dizia inocente. De resto, uma fuga encerraria sua carreira política.
Lula acabou solto pela justiça, candidatou-se outra vez a presidente e se elegeu. No carnaval do ano passado, logo após a Polícia Federal ter apreendido seu passaporte para evitar que fugisse, Bolsonaro apareceu na embaixada da Hungria, em Brasília. Passou duas noites por lá - deu no The New York Times.
Com informações do Metrópoles