OPINIÃO: No afã de atrair Bruno, Efraim Filho se atrapalha nos argumentos

Opinião
Prefeito de Campina Grande Bruno Cunha Lima ao lado do senador Efraim Filho.

Ouvi, reouvi e ouvi novamente a entrevista ao programa 60 Minutos- ARAPUAN FM, do senador Efraim Filho, uma das maiores lideranças da Paraíba em Brasília, na atualidade, e confesso que não entendi a justificativa encontrada por ele para explicar o que “eu” chamo de rompimento entre Bruno Cunha Lima e Romero Rodrigues, que já está muito claro.

Efraim botou na conta de Presidente Nacional do PSD, Gilberto Kassab, e da senadora Daniella Ribeiro, a aproximação de Romero com o Republicanos - que eu já chamo de noivado com aliança de compromisso e data marcada.

O dinâmico e competente senador do União Brasil, que tenta atrair o prefeito de Campina para dar musculatura ao seu partido, só esqueceu de checar alguns detalhes que temos observado e tem repercussão na Rainha da Borborema.

Romero tem relatado insatisfações com BCL desde que o atual prefeito assumiu e desconectou o Mago da sua gestão, totalmente;

Outro fato que chama atenção é que Bruno sempre fez questão, nesses últimos dois anos e meio, de enaltecer as gestões de Ronaldo e Cássio Cunha Lima, parecendo até que Romero nem existiu para Campina.

E depois de tudo isso, de todas os constrangimentos relatados pelo Mago entre alguns apoiadores da sua base, nomes ligados a RR como Nelson Gomes Filho e Telles Albuquerque, para ficar nesses, disseram um duro NÃO a BCL, após serem convidados recentemente para secretarias.

Segundo eles, agora seria tarde e ninguém gostaria de fazer parte de uma gestão que estaria se encerrando e sem norte.

O mais impressionante disso tudo é ainda ver alguém se perguntando se Romero quer alguma coisa mesmo, de forma oficial, com o Republicanos.

Ora, até a data da convenção do partido foi modificada após Romero relatar publicamente que só poderia ir no dia que ele mesmo apontou em entrevista.

E para coroar, no dia do evento, Romero não somente foi, como chegou no carro principal da comitiva, com todos os líderes políticos e ainda de camisa AZUL, para não ficar parecendo uma peça desconectada da agremiação partidária. Parecia até que o roteiro teria sido todo combinado.

Ah essa altura ainda tem gente se perguntando…

Mas, SERÁ?

Por Milton Figueirêdo

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